imagem retirada da Internet
Há números que têm significados mágicos.
Com a interacção aprendemos, ensinamos… é um pouco que damos, um pouco que recebemos. Num dos meus posts sobre “Superstições Orientais” surgiu a questão da Lua de Sol. “Existem pessoas com verdadeiro pavor ao 13 e outras que o adoptaram como número da sorte...”.
Sabe qual é a décima terceira carta do Tarot? A Morte. O número 13 está associado à lâmina do Tarot - A Morte - e é considerada uma das cartas mais intrigantes. O número 13 é negativo e fatalista para alguns; para outros, é um número de sorte. Sugere transformação, renovação e transmutação. Esta carta não significa necessariamente uma mudança negativa. Pode estar ligada a factos agradáveis: casamento, nascimento, mudança para outro país. Mas é quase sempre o fim de uma antiga forma de vida.
É comum temer-se a morte (regeneração espiritual), pois o fim de qualquer ciclo trás consigo um período de tristezas e incertezas. Apegamo-nos ao passado, ainda que já não nos sirva mais; tememos o novo, o futuro desconhecido, ainda que saibamos que represente uma evolução. Assim, podemos dizer que a morte é ao mesmo tempo mudança (para obter) e estabilidade. Este é um paradoxo extremamente intrigante.
Existem várias lendas, histórias e formas de ver.
Porquê um símbolo de desgraça?
Na última Ceia de Cristo eram 13 convivas e entre eles Jesus que morreu na sexta-feira. Isto influenciou o horror que o número 13 provocava nas gerações cristãs. Por isso, muitas pessoas evitam viajar numa sexta-feira 13; a numeração dos camarotes de teatro omite, por vezes, o 13; em alguns hotéis não há o quarto de número 13 - este é substituído pelo 12-a. Muitos prédios saltam do 12º para o 14º andar, temendo que o 13º traga azar. Há pessoas que pensam que participar de um jantar com 13 pessoas traz má sorte porque uma delas morrerá no período de um ano. A sexta-feira 13 é considerada como um dia de azar, e toma-se muito cuidado quanto às actividades planejadas para este dia.
Como se vê, a crença na má sorte do número 13 parece ter tido origem na Sagrada Escritura. Esse testemunho, porém, é tão arbitrariamente entendido que o mesmo algarismo, em vastas regiões do planeta - até em países cristãos - é, estimado como símbolo de boa sorte.
Símbolo de Boa Sorte
O argumento dos optimistas baseia-se no facto de que o 13 é um número afim ao 4 (1 + 3 = 4), sendo este símbolo de próspera sorte. Assim, na Índia o 13 é um número religioso muito apreciado; os pagodes hindus apresentam normalmente 13 estátuas de Buda. Na China, os dísticos místicos dos templos são por vezes encabeçados pelo número 13. Também os mexicanos primitivos consideravam o número 13 como algo santo; adoravam, por exemplo, 13 cabras sagradas.
Na civilização cristã, por exemplo nos Estados Unidos, o número 13 goza de estima, pois 13 eram os Estados que inicialmente constituíam a Federação Norte-Americana. Além disso, o lema latino da Federação, "E pluribus unum" (de muitos se faz um só), consta de 13 letras; a águia norte-americana está revestida de 13 penas em cada asa.
Para os tatuadores o número 13 é o número especial. E muitos o tatuam. A 13ª tatuagem pode ser a própria homenagem
As lendas
Lenda Escandinava
Em tempos, existia uma deusa do amor e da beleza chamada Friga (que deu origem a friadagr, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga numa bruxa exilada no alto de uma montanha. Para vingar-se, ela passou a reunir-se todas as sextas com outras onze bruxas e mais o demónio - totalizando treze - para rogar pragas sobre os humanos. Da Escandinava a superstição espalhou-se pela Europa.
Lenda da Mitologia Nórdica
No valha, a morada dos deuses, houve um banquete para o qual foram convidados doze divindades. Loki, o espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e desencadeou uma luta na qual morreu o favorito dos deuses. Este episódio serviu para consolidar o relato bíblico da última ceia, onde havia treze à mesa, às vésperas da morte de Cristo. Daí a crença de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.
Fonte: Alfredo D., Internet e Documentários